Ativação da Maestria Pessoal

Namastê nº 12 - julho de 2005
Por Alexandre Chagas
NOTA: O texto a seguir foi encaminhado a alguns amigos no final de 2003, mas somente agora o Astral Maior autorizou a divulgação desses conhecimentos. Houve acréscimo ao texto original com conhecimentos canalizados e transmitidos a mim por Jesus, Arcanjo Miguel, Arcanjo Ariel e Ramatis.
Após efetuar várias meditações profundas e canalizações, cheguei a várias conclusões, as quais desejo compartilhar (vide nota acima). Peço a reflexão interna de cada um para tudo o que escrevo, pois creio que será de grande valia para o descobrimento de nossa divindade pessoal.
A seguir, iremos abordar questões referentes ao nosso Reino Interno, que é a única e verdadeira chave para a união com Deus que habita dentro de nós, independentemente de credo, nacionalidade ou outra forma de limitação.
Aconselho a leitura por duas ou mais vezes, para a total compreensão da profundidade do que aqui é repassado.
Como houve autorização pelo Astral, o texto poderá ser repassado a todas as pessoas que necessitarem destas palavras.
O primeiro segredo que me foi repassado foi: "temos de ter vontade de assumirmos o nosso posto de Rei do nosso Reino Interno!"
Isto pode parecer óbvio, mas explico melhor: se temos um Reino Interno dentro de nossa alma, por certo este Reino necessita de um Rei, que somos nós.
E o que acontece se o Rei não deseja governar? Obviamente o Reino tem de ser governado por outra pessoa diversa do Rei, e isto não é nada bom.
E você tem idéia quem assume o governo do seu Reino Interno se você não quer ser o Rei? Quem assume é o seu inimigo interno, que é sua essência negativa.
Este inimigo interno é quem reinará em seu lugar e fará de tudo para prejudicá-lo, tal como, boicotando graças, fechando caminhos, destruindo seu progresso financeiro, dentre outras negatividades a lhe retirar a paz.
E essa é a primeira descoberta de todas, qual seja: praticamente todas as pessoas do mundo não governam a si próprias e estão sendo governadas pelo "inimigo interno". Daí a existência de auto-sabotagem e desequilíbrios energéticos em quase todas as pessoas do mundo atual.
O segundo segredo é o seguinte: "um Rei somente pactua com outro Rei, nunca com um servo". Isto também parece óbvio, mas vamos analisar esta máxima sob a óptica de nosso Reino Interno...
Imagine quaisquer dos mestres de Luz que passaram pelo mundo. Quando encarnados, por certo foram Reis de seus Reinos Internos, não é? Claro que sim!
Pois bem, você acha que um Rei consegue fechar pactos entre nações contratando com um lixeiro ou mecânico? Claro que não! Por certo um lixeiro ou mecânico também possui sua importância, mas um Rei somente conseguirá fechar um pacto entre nações se tratar diretamente com outro Rei.
Se você deixar de assumir seu posto de Rei, será impossível que um outro Rei Encarnado ou Desencarnado (Mestre Ascencionado ou outro Ser de Luz) celebre grandes pactos com você.
Aquele outro Rei pode te ajudar por pura misericórdia, mas enquanto você não se sentar em seu trono, nada maior que um leve auxílio poderá lhe ser aberto, tampouco transferido pelo outro Rei.
O trono de nosso Reino Interno sempre foi nosso e nos pertence. Contudo, nosso inimigo interior confunde nossos pensamentos para que achemos sermos insignificantes e fracos, quando não o somos.
Para assumir de novo o nosso posto de Rei, no final, sugiro uma meditação de coroação, a qual foi repassada pela via de canalização.
Aliás, muitos de nós já recebemos "toques" de vários Seres de Luz, pois, em alguns rituais, recebemos mantos, coroas, espadas, cajados, dentre outros símbolos que são usados por Reis. Contudo, nossa mente alterou isto para "presentes" de menor importância, quando, na verdade, tais Seres de Luz estavam a nos rogar e quase implorar para que voltássemos a governar como monarcas de nós mesmos.
O terceiro segredo é que "o Reino é Interno".
Isto pode parecer algo até idiota, mas será que compreendemos a abrangência deste conceito?
Pois bem, se o Reino é Interno, tudo o que é externo não faz parte de meu próprio Reino. E esta é a primeira dedução.
Contudo, notemos que o externo não é ruim. O externo apenas não faz parte do nosso Reino Interno (ainda não faz, porque ainda não estamos unidos).
E também podemos chegar a uma segunda dedução: Se o Reino é Interno, devemos estar no Interno para estarmos no controle do nosso Reino. E para estarmos no governo Interno, tudo o que é externo não pode nem deve nos alterar, pois, do contrário, estaríamos no externo e não no interno. Analisemos melhor esta questão!
Se houver guerra, o Rei sai do trono para guerrear e não estará sentado, onde deveria estar. E se não estiver sentado, as ordens continuarão a vir do inimigo interno, no período no qual o Rei saiu para guerrear. Logo, tudo o que for externo, há de ser acalmado por nós internamente, de forma a não nos causar uma turbulência ou guerra interior.
Em outras palavras, não é errado ter dinheiro, mas é errado ter luxúria, porque esta nos retira a paz; não é errado ser pobre, mas é errado ser miserável porque poderemos nos revoltar com esta situação; não é errado ser firme, mas é errado ser carrasco, porque podemos nos arrepender do que fizemos a outras pessoas, e por aí vai. Toda influência externa, quando abala o nosso interno, acaba com a harmonia e paz necessária para que possamos estarmos no controle de nós mesmos.
Pode parecer que retirar o mal do Reino é fácil, mas é de longe o mais difícil. Não é fácil retirar sementes de ódio internas, de luxúria internas, de inveja internas, etc. Há que se ter meditações diárias e profundas nesse sentido (aconselho a meditar acerca da luz pessoal, unificando os chakras e posicionando nossos pensamentos em um ponto de luz interno, situado ou no coração, ou perto da glândula pituitária cérebro; e isto é ensinado no curso de apometria cósmica e em várias escolas iniciáticas).
E quando retiramos a semente da luxúria interna, qual seria a negatividade por se ter dinheiro? Nenhuma! E isto se aplica às demais sementes negativas.
O quarto segredo é: "se temos de lutar com um inimigo interno, este inimigo está em mim e também sou eu. Logo, tenho de vencer a mim mesmo!"
O nosso inimigo não é o ego, como pregam alguns, tampouco um ego negativo, como pregam outros. Ele é bem mais que simplesmente isso!
Notemos que esse inimigo também está presente na auto-sabotagem, doenças, culpas, medos, julgamentos, etc. É ele quem faz pactos com entidades do mal e nos puxa para a negatividade. Notemos que este "poder" maligno é bem maior que apenas termos um "ego negativo".
Se o inimigo está em nosso interno, em última análise, também faz parte de nós. Por isso é tão difícil de neutralizá-lo e suprimí-lo. Apenas com a paz interna do Reino conseguiremos neutralizar por completo o nosso verdadeiro inimigo que habita em nós mesmos!
E a maior arma desse nosso inimigo é o sentimento de culpa e julgamento. Essa culpa nos retira a paz e, em razão disto, passamos a ficar no externo, porque nos é mais cômodo, já que estamos em verdadeira guerra interior e o exterior nos é mais confortável.
E esta é a vontade do inimigo: que tenhamos mais culpa, que nos julguemos menores do que somos, porque ele quer nos dominar.
Mas esta culpa, que decorre do julgamento pessoal, é completamente neutralizada, quando compreendemos a abrangência dos próximos dois segredos.
O quinto segredo é: "um Rei não consegue exercer todo o seu Poder se desconhecer parte de seu Reino".
Mas o que isto significa?
Significa que nenhum mestre de Luz seria completo se também não conhecesse as trevas para neutraliza-las dentro de si próprio. Por isso, as trevas são o primeiro aprendizado da alma, porque sem saber o que vem a ser trevas, é impossível governar e ser Rei de si próprio. Explico melhor a seguir.
Qualquer ato que tenhamos feito nesta ou em outra vida, por certo serviu de alguma forma a nosso aprendizado, para que pudéssemos transmutar as trevas em luz. Daí, ser inócuo sentirmos culpa, porque aquela experiência nos foi útil, de alguma forma para que pudéssemos evoluir no aprendizado de governarmos a nós mesmos.
Mas notem que existem duas maneiras de aprender... uma é meditar e buscar dentro de si quais são as ervas daninhas do reino e retirá-las por livre e espontânea vontade; outra é estar junto às ervas daninhas e ficar sofrendo com elas até o dia que entendamos que elas nos são ruins.
O sexto segredo é: "quando assumimos completamente o posto de Rei do nosso reino, o carma deixa de existir".
Quem é o Rei dos Reis, segundo a bíblia? Isso mesmo, Deus!
E você acha que os desígnios de Deus (terremotos, maremotos, etc) acabam dando carma pra ele? Claro que não!
O que é o carma, senão uma forma de se aprender o que é o mal e aquilo que nos faz mal?
Se você já aprendeu o que é o mal e tem a consciência de como transformar aquela energia negativa em luz, onde estará o carma? Onde estará o aprendizado se você já aprendeu? Qual a necessidade de carma, se você já aprendeu a lição?
Menciono aqui os exemplos bíblicos de Moisés e de Saulo. Moisés, conforme a bíblia, matou um homem, mas isto não o impediu de se iluminar e deixar a roda cármica, transformando-se no primeiro messias do povo hebreu. De igual forma, Saulo, que efetuou inúmeras barbaridades, iluminou-se, saiu da roda cármica e se transformou numa das maiores figuras do cristianismo: o apóstolo Paulo. Importante notar que ambos, para se iluminar, estavam em perfeita paz interna, a qual seria impossível se os mesmos tivessem culpa por seus atos passados. Assim, devemos nos perdoar e aceitar que "Somos o que Somos" e, em sendo, sempre seremos Reis e herdeiros de Deus.
Por outro lado, e o tal do Dharma? Isso também é ilusão, me perdoem ser tão sincero!
Como acreditar que uma ação de hoje no externo pode ter um efeito benéfico numa próxima vida? O que você ganharia? Coisas externas? Retribuição externa? Com que fim?
Notem que o tal do dharma não passa de um carma potencializado, ainda que de forma sutil e agradável. E digo isto porque ainda que a energia seja boa, ela somente virá para nos testar e desequilibrar o nosso Reino Interno.
Explico melhor: façamos isso hoje e numa outra vida (ou no "céu") teremos riquezas (olha a luxúria aí), etc. Entenderam que o dharma é muito mais perigoso que o carma comum?
O sétimo segredo é o seguinte: "Se eu tenho um Reino e qualquer outra pessoa também tem um Reino, todos somos Cristos ou Buddhas".
Qual a diferença dos grandes iniciados para nós? Eles, por certo, dominaram completamente o Reino Interno e, a partir disto, passaram a unificar-se com toda a criação divina.
Em outras palavras, a única diferença é que eles foram Reis Sublimes de si próprios e, por esta razão, passaram a ter chaves para governar o mundo material e espiritual. E, no nosso caso, ainda estamos "dormindo" para esta realidade.
Não importa o quanto negativo ou positivos somos. Dia a dia, estamos aprendendo a lidar com o que realmente somos, ou seja, Buddhas ou Cristos. E, por certo, chegará o dia no qual veremos em cada ser vivo um Buddha ou Cristo em potencial, por pior que este ser nos pareça hoje.
Ainda que você peça a um mestre para governar a sua vida, isto não é o correto, porque em seu interno deve mandar você que é Rei. Sei que serei criticado por esta minha afirmação, mas é verdade... É muito mais fácil ter um mestre "externo", porque se algo der errado a culpa será dele e não nossa!
Assim, sirvamo-nos dos exemplos de vida de Sai Baba, Jesus, Abrahão, Moisés, Osho, Krishna, Krishnamurti, Maomé, etc, mas mantenhamo-nos como Reis de nós mesmos e não como servos, por melhor que seja o suposto mestre ou os Seres de Luz.
Por certo os Grandes Seres de Luz ficarão agradecidos por tratarem com um outro Rei, olhando nos olhos, de igual para igual. E tratar com um verdadeiro Rei é muito melhor que olhar para um servo, que impossibilitará qualquer forma de pacto entre nações, não é?
Por certo, existem mais segredos, mas creio serem estes os mais relevantes (outros tópicos são abordados no curso de mestrado em apometria cósmica e ainda não foram autorizados para serem levados ao público em geral).
Pois bem, aconselho uma meditação de coroação.
Imagine todos os Seres de Luz que vocês tenham afinidade e imaginem que eles estão presentes ao evento de sua coroação interna. Dois desses Seres trazem uma linda coroa e lhe coroam Rei / Rainha de seu Reino interno.
Aos que fizeram apometria cósmica ou conseguem acessar o mundo dourado, poderão acessar o trono dourado, fundir-se com o seu anjo, com o fim de potencializar o exercício. Aos demais, façam assim mesmo o mesmo exercício, porque os efeitos serão altamente benéficos, conforme informado em canalizações.
Se os Seres de Luz ofertarem presentes, coloquem os mesmos em seus corações (primeiro dos 3 grandes portais; aos que não fizeram o curso, coloquem os presentes como se fosse numa caixa, situada dentro de seus corações, imaginando que os corações são grandes faróis de luz crística e verdadeiros portais para a sua essência divina).
Sugiro que o seu primeiro ato após a coroação seja convocar todos os Seres de Luz que participaram de sua coroação (exemplo, Jesus, Maria, Maria Madalena, Maomé, Moisés, etc) para que se tornem seus amados Conselheiros no seu triunfante reinado interno. Lembremos do velho ditado: nobreza protege nobreza e, desta forma, os outros Reis de Luz ficarão altamente contentes em poder lhes ajudar e proteger, desde que sejam efetivamente Reis ou, ao menos, desejarem isto de todo o coração.
Lembrem-se que vocês são aqueles que devem governar a si próprios (Reis) e devem tomar as decisões por seus próprios atos; já os Conselheiros apenas irão lhes aconselhar e apenas isso, mas a decisão final será sempre sua, já que será Rei / Rainha / Mestre(a) e único responsável pelos seus atos.
Esta meditação é real. Logo, não é apenas uma meditação qualquer.
Os Conselheiros estarão presentes sempre que você desejar, bastando que sejam chamados por você ao focalizar a luz que provém de seu coração. Assim, se numa determinada situação de sua vida houver necessidade de um novo conselheiro, convoque o mesmo e pergunte se o mesmo aceita se tornar um amado e fiel Conselheiro em seu Reinado. Logo em seguida, aconselhe-se com ele, para o que desejar.
É importante aconselharmos com vários conselheiros ao mesmo tempo, pois, no início, não é fácil tomarmos decisões com conjunto com eles.
Meus queridos Irmãos e Mestres de Luz. Desculpem-me se até aqui falei demais, mas tive a graça e autorização do Astral Maior para divulgar estas palavras. Muitos de meus amigos e antigos alunos sabem que o que falarei é verdade: eu estava impedido de levar tais conhecimentos ao público em geral e estava no aguardo desta autorização há anos. Muito obrigado a cada um que lerá estas palavras a todos os que dela necessitarem e a todos os Seres de Luz que me permitiram essa divulgação, ainda que de forma parcial.
Paz Interna e Luz Crística a todos nós,
Namastê,
Alexandre Chagas
alexandre@luzcristica.com
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