Perguntas a Trigueirinho

Namastê nº 09 - Abril de 2005
Excertos do Informativo Sinais de Figueira nº 7
Como fazer se não agüentar a crise pela qual estamos passando?
Nossas crises são sob medida para nós. Não há as que não possamos superar. Porém, a mente costuma sobrecarregar as crises com comentários inúteis. Aí elas ficam insuportáveis. As crises vêm para que nos desenvolvamos. Mas a mente começa a inventar, e elucubrar, a colocar peso sobre a situação, tudo fica então difícil.
Para passarmos bem por uma crise a amadurecer é básico cultivar a atitude de aceitação. Aceitar o que se apresenta, sempre indagando que transformação está sendo requerida de nós. Uma crise pode trazer vários benefícios e assinalar evolução. Se nos dedicarmos ao serviço e deixarmos de pensar nela, quando menos esperarmos estará superada. O serviço altruísta, por exemplo, atrai a energia da alma, que é curativa e ajuda a transcender as crises.
Ao que posso atribuir os desconfortos e as dores físicas?
Muitos dos desconfortos e das dores físicas que temos resultam da falta de fluência da energia da Alma nos corpos. É ela que cura. Podemos fazer tratamentos, diferentes métodos, mas devemos saber disso. Façamos tudo o que tivermos de fazer, mas não esqueçamos de deixar fluir essa energia. Isso significa não ter pensamentos contrários ao Amor.
Como dissolver a violência incorporada em nossa mente e até mesmo em nossa células físicas, quando estamos rodeados por tanta violência no mundo?
Para nos curarmos da violência temos que contar com a Graça, energia superior que provém de núcleos internos do nosso ser e transcende o carma material. Essa Cura, hoje, dispõe de muita ajuda nos níveis suprafísicos. Nossa receptividade à transformação pode ser determinante nesse auxílio.
E , com respeito à relação com o mundo, é importante o empenho de não aderir à violência. Isso significa ter maior cuidado com os pensamentos e sentimentos, procurar eleva-los. Impor nossa vontade sobre outrem, por exemplo, é uma forma de violência.
Que é estar a serviço?
Enquanto em nossas atividades fluírem apenas forças humanas, estaremos simplesmente trabalhando. Estaremos servindo quando a energia da alma passar a fluir na nossa ação. O serviço é a vocação da Alma.
Não somos nós os servidores, mas sim a alma que habita em nós. Por isso é tão importante que cada ato nosso seja ofertado a ela; assim, uma conexão vai-se estabelecendo e sua energia transcende a sua energia transcendente pode começar a emergir.
Reflitamos sobre uma frase de São João da Cruz: "Pai, como estou agradecido por ser sido eleito para o Teu serviço!" Um ser a serviço agradece por isso, não importa o que esteja fazendo. Não se sente agraciado por estar realizando algum serviço agradável, importante ou que lhe seja adequado, mas simplesmente por estar a serviço.
Quando aceitamos o serviço e nos dedicamos a ele por inteiro, no seu desenvolvimento está incluído o nosso processo de aperfeiçoamento , a nossa cura.
Qual é a melhor maneira de ajudar o mundo?
Ao elevarmos nossas vibrações, conseqüentemente elevamos as do ambiente e das coisas em torno. Se nossa consciência se amplia e se passamos a agir em conformidade com isso, de nós emanam impulsos transformadores.
Como saber se o contato que estamos estabelecendo com os planos sutis é evolutivo ou não?
Pelo Coração e pela Intuição. Quando a consciência do coração se abre, ela começa a nos esclarecer. E, depois, nos conduz à intuição. Com ela ficamos mais livres. Coração e Intuição, reunidos, são a mais segura fonte de informações. Antes de esmiuçar muito um assunto, coloque-o no coração e espere pela intuição. Assim, tudo poderá ficar claro.
Contudo, é bom saber que o mecanismo intuitivo não responde a curiosidades. Contempla a nossa íntima necessidade de evoluir e de servir ao mundo.
Por que hoje há tantas pessoas com medo?
O medo decorre da falta de suficiente contato com o mundo interno. À medida que contatamos as áreas mais profundas do nosso ser, esse sentimento vai se dissolvendo.
Hoje os que estão tranqüilos são exceção, porque na civilização atual tudo é feito para atrair as pessoas para fora, para exterioriza-las. É, portanto, uma civilização que produz medo. Não pelo que está mostrando, mas por afastar as pessoas de seu centro de equilíbrio. A maioria se apóia no que a sociedade oferece: emprego, salário, bens materiais, seguro de vida. E, ao permanecerem sintonizadas com essas coisas, vêem sua insegurança aumentar. Quem só se volta para fora permanece no meio de um campo de batalha. Quando se dirigir para dentro de si mesmo é que atingirá um nível de existência sem conflitos.
Trigueirinho
|